domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Acho impressionante o quanto as pessoas podem mudar de uma hora para a outra. Nos usam e depois jogam fora, é isso que acabamos percebendo, que somos usados. E uma das piores coisas que um ser humano pode fazer é fingir sentimentos, a qual fere o outro sem se quer pensar nas consequências, mas cabe a você acreditar ou não. Hoje sou uma pessoa mudada, e agradeço isso a uma única pessoa. Várias palavras me fizeram acreditar por alguns instantes que valia a pena lutar, e ate arriscar, mas veio as atitudes e foram todas contraditórias. O que se falava, elas mudavam. E eu acredito nas atitudes, pois palavras qualquer um pode dizer, sai de boca pra fora, mas os pequenos gestos não, fazemos sem perceber, e esses sim são verdadeiros. Mas agora vou deixar tudo fluir, o que é de ser meu voltará, o que não irá embora, e creio que o que tem de ficar realmente fica, não adianta forçar, pois tudo está pré-determinado." 
 Mudanças - Gabriel Martins
“Guardei suas palavras doces e seu jeito encantador. Guardei todos os “eu te amo” que você me disse, e todos os elogios que me fez. Guardei tudo, mas joguei fora o último adeus, e agora eu vivo de ilusão.”
“Se cuida, se cuida por mim, por nós. Não fica mal e nem triste, tenta sorrir, por favor. E se lembrar de mim, me liga, vou estar esperando.”
”A gente pensa que tem controle, mas as frases que pensamos e não tivemos coragem de falar nos fazem abrir os olhos pra realidade: nós não temos controle sobre nada.”
”E talvez eu sinta saudades, saudades dos velhos momentos.”
“Queria que você morasse na minha rua, em frente a minha casa. Eu fugiria no meio da noite pra te visitar. Jogaria pedrinhas na sua janela até você acordar e me deixar entrar. Conversaríamos e riríamos aos sussurros pra ninguém ouvir, embaixo das cobertas. E eu só iria embora ao amanhecer. Iria pra minha casa, trocaria de roupa e voltaria logo em seguida, uma meia-hora depois, te chamando pra tomar café. Diria “senti tanta saudade” quanto te encontrasse, mesmo tendo te visto minutos atrás. Quer dizer, eu sentiria sua falta antes do beijo de despedida, mas mesmo assim. Nos dias em que não desse pra fugir pra tua casa, eu te ligaria, só pra não perder o costume de passar a madrugada falando com você. Às vezes faltaria assunto, nós ficaríamos em silêncio, e eu sorriria comigo mesmo no escuro tendo a certeza de que eu seria feliz o resto da vida só por ouvir sua respiração. Assistiríamos um filme todo sábado. Um dia no cinema, outro em casa, como um ritual de casal. Em casa, discutiríamos o filme todo sobre os personagens e você brigaria comigo por eu dar risada nas partes tristes ou assustadoras. No cinema, eu não te deixaria assistir. Uma parte do tempo estaria te provocando, na outra você estaria me reprendendo por eu jogar pipoca nas pessoas sentadas na frente de nós e o resto eu passaria te beijando. Nas paredes do meu quarto, teriam fotos tuas, fotos nossas espalhadas. A foto de tela do meu celular seria você sorrindo e meu plano de fundo do computador também. Você diria que aquilo serviria pra me fazer não te esquecer, e eu pensaria comigo mesmo sobre como você é boba por pensar que eu te esqueceria por um segundo sequer. Um dia talvez até morássemos juntos. Você brincaria comigo sobre dormirmos em quartos separados, dizendo que não há amor no mundo que te faça suportar meus roncos. Eu diria que você também ronca e que qualquer dia usaria uma câmera pra provar meu argumento. Compraríamos uma secretária eletrônica e discutiríamos sobre quem gravaria a mensagem. No final, gravaríamos os dois juntos. No meio da gravação, começaríamos a discutir. Nossos amigos iriam nos questionar sobre a mensagem, e nós apenas riríamos. Tiraríamos um fim de semana pra mudar a cor das paredes. Você brigaria comigo o tempo todo, tentando me fazer entender que eu não posso pintar as paredes na diagonal, e eu responderia dizendo que a parede era minha, portanto eu faria o que quisesse com ela. Você bufaria, comentaria sobre o quanto eu sou insuportável e daria as costas pra mim. Eu sorriria e sujaria teu cabelo com tinta. Começaríamos uma guerra, e no final não sobraria tinta o suficiente pra acabar as paredes. Aliás, viveríamos em guerra. Guerra de comida, guerra de travesseiro, guerra pra saber quem ama mais. Essa última guerra, eu não deixaria você ganhar. (…)
"Não é você. E lá vem você me perguntar porque é que estão todos casando, e falar pela trigésima vez que você vai acabar sozinha e não deve nada a ninguém. E lá vem você me olhar apaixonada e, no segundo seguinte, fria. E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você. E eu me digo que não é você. Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer." 
— Tati Bernardi