sexta-feira, 9 de maio de 2014


Prefiro um bom filme, uma boa companhia, do que uma “balada” cheia de gente vazia.

Depois que tudo acaba nós insistentemente temos tendência a dizer que não foi verdadeiro, que não valeu a pena. A verdade é que nós dizemos isso para tentar disfarçar a saudade, ou para tentar elimina-la, é engraçado que mesmo depois de tanto tempo algumas lembranças resolvem retornar da prateleira, e na maioria das vezes, nós não sabemos lidar com elas.
 
Eu sou uma banheira transbordando sentimentos. E não tem ninguém pra fechar a torneira. Friedrich Nietzsche

Todo mundo tem um beijo que nunca esquece. Um amigo que não largaria por nada, um remorso que se envergonha pela vida inteira. Um arrependimento por algo que não fez…Todo mundo tem na vida coisas a compartilhar, ensinar e aprender. Ninguém é tão feliz que não precise de ninguém, nem tão caridoso a ponto de amar a todos. Somos apenas seres em busca de um melhor, melhor de nós mesmos!

Vira e mexe e eu sempre acabo falando de saudade, já está se tornando enfadonho e cansativo falar disso. E o que posso fazer se estou cheio dela? Nos dois sentidos, cheio até a boca e exausto de sentir. Saudade do que fui, dos que se foram, dos que insistem em ir. A saudade é engraçada, quanto mais enche mais vazio fica.

Pessoas não são roupas. Mudamos durante a vida, nem para a pior e nem para a melhor, simplesmente mudamos, deixamos, mesmo que às vezes lutemos contra, o tempo agir sobre nós. A nossa mente muda, o nosso corpo muda. Quero dizer mais uma vez que pessoas não são roupas. Digo isso por que já fui trocado como uma peça de liquidação. Me deu, me doei, amei, mas as pessoas acham que sou como uma roupa, não serviu, joga fora, troca, simplesmente se desfaz. Roupas não tem sonhos, coração, alma ou sentimentos, mas eu tenho, e sinto, me machuco, dói. Você têm de amar uma pessoa como se essa pessoa morresse amanhã. Mas o que vejo, é essa gente procurando o que mais lhes agrada, gente enjoada, “fica” com alguém por um tempo, se cansa e coloca ela dentro de um armário cheio de roupa velha e se esquece de sua existência. Pessoas não são roupas.