segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
As pessoas me perguntam se estou bem todos os dias, eu respondo que sim e começo a chorar. Olho no espelho, e não consigo enxergar nada além de uma imagem vazia. Como se realmente estivesse faltando alguma coisa ou algum alguém. Costumo me encaixar em qualquer música triste. Eu olho para o céu e começo a contar as estrelas… e é triste. Parece que eu cheguei a um ponto de arrependimento por ter perdido tudo aquilo que já foi especial. Não consigo me aceitar definitivamente, sempre está precisando de algo. Eles dizem que vai passar, mas eles não me dão motivos exatos para que eu acredite nisso. Eu sei que vai, eu sei que no futuro vou lembrar de todas as cicatrizes pelas qual estou lamentando hoje e acabar rindo. O que parece ser impossível agora, vai ser um motivo de risada quando eu crescer. Só que no presente, dói pra caralho. E quando eu tento me livrar dessa dor… Acabo piorando tudo. Eu nasci para foder com as coisas? Nasci para ser só uma pessoa extremamente vazia? Porque nesse exato momento, essas perguntas estão fazendo doer mais do que seria certo'
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… E continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar. Caio Fernando Abreu
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