sexta-feira, 12 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
- Escreve “Eu não te amo mais” em uma folha de papel.
- Escrevi, e agora?
- Agora pega a borracha e apaga. O que aconteceu?
- Apagou, mas a folha ficou marcada.
- Pois é, assim que acontece com as palavras que nos machucam. A gente
faz de tudo para apagar, eliminar, deletar, mas não esquece não. Ficam
marcadas para sempre.
Percebi que em meio as nossas despedidas você sempre diz “se cuida”, e me dá um aperto no coração. Um aperto de não querer te deixar ir ou eu ir, de querer ficar mais e jogar conversa fora, ou então ficar só por ficar. Tá que nem sempre tínhamos papo, mas até com o nosso silêncio eu me contentava. Muitas vezes me incomodava, mas também me confortava. E sempre que começávamos a nos despedir, e você vinha com aquele papinho de “se cuida”, minha vontade era de gritar “FICA MAIS UM POUQUINHO PRA ME CUIDAR!”. Mas eu nunca dizia nada, e no fim morria de saudade.
O mundo e as pessoas mudam muito rápido. Hoje quem você ama está aqui, amanhã pode não estar. Hoje você tem um emprego, amanhã pode não ter. Hoje você dormiu com a frase entalada na garganta, amanhã o dia nasce de outro jeito, com outra cara e a frase pode ficar perdida no meio do nada. Ou pode ser tarde demais. Clarissa Corrêa
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