quinta-feira, 6 de dezembro de 2012



 Faça o que quiser, desde que você se sinta feliz.

Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Caio Fernando Abreu

Eu poderia gritar o mais alto que posso o quanto eu te quero. Mas, por que eu faria isso? Não está na cara? Não percebe o jeito como eu te olho? Não percebe como eu mudo quando você está por perto? Bem, acho que até um cego enxergaria. E é por isso que eu estou triste, não quero prolongar o meu sofrimento, só eu sei o tamanho desse sentimento, só sei que sinto morrer aos poucos por não te ter comigo. Se você não quer enxergar, é por que com certeza existem coisas muito melhores por ai do que o meu amor por você. O que faço eu agora? Vou sentar aqui, e esperar o tempo passar. Uma semana sem você dura uma eternidade, eu sei que não existe nada neste mundo que cura melhor do que o tempo, só que o tempo demora demais para passar quando você não está comigo.

Eu já rezei pra tudo melhorar, eu já pedi pra Deus pra ele me salvar. Mas quando abro os olhos, não acredito em nada. Eu já morri, eu já quis te matar, já fiz o que ninguém consegue suportar. Fresno

A morte é tranquila, fácil. A vida é mais difícil. Isabella Swan

Eu gostaria de ter conseguido olhá-los no fundo dos olhos, de ter visto neles qualquer coisa como compaixão, paciência, tolerância, ou mesmo amizade, quem sabe amor. Caio Fernando Abreu

Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito. Não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito. Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe. Seja linda ainda que tristeza. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada. Mesmo que distante. Porque metade de mim é partida. Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo. Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor. Apenas respeitadas. Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que ouço. Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora. Se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro. Seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso. Que eu me lembro ter dado na infância. Por que metade de mim é a lembrança do que fui. A outra metade eu não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria. Pra me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo. Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta. Mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar. Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer. Porque metade de mim é platéia. E a outra metade é canção. E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor. E a outra metade também. Oswaldo Montenegro